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“Carcereiros” ganhou segunda temporada na TV Globo. A série agora é exibida na segunda faixa após “A Dona do Pedaço” às terças-feiras. No ano passado, a produção era colada na novela das nove às quintas-feiras.

Por isso mesmo, a repercussão é menor. Mesmo assim, “Carcereiros” permanece com um resultado positivo na tela. O primeiro episódio da nova safra trouxe uma ótima atuação de José Loreto que viveu o “transtornado” Paraíba. Monica Iozzi também surgiu como outra participação especial. A atriz interpretou uma agente que lia e “peneirava” as cartas endereçadas aos presos. Até aqui, foi o melhor episódio desta segunda temporada. Roteiro muito bem desenvolvido.

O segundo episódio contou com Thiago Martins e a história surpreendente dos irmãos gêmeos. Outro momento alto da série. As participações especiais engrandecem a atração. Helena Rinaldi também entrou em “Carcereiros” e protagonizou outro “conto” instigante. O desfecho de alguns episódios pega “no pulo“ o telespectador.

A morte do agente penitenciário Valdir, vivido por Tony Tornado, marca a segunda temporada. O personagem se despediu após um atentado provocado por um marido traído. Outro desfecho surpreendente, já que muitos acreditavam na ameaça de um detento. A vitalidade do ator de 89 anos chama a atenção.

Em meio às cenas, depoimentos reais de agentes penitenciários fortalecem o tom realista da produção. E é exatamente esse ponto o grande mérito da produção. Joga luz nos profissionais esquecidos pela sociedade, através da teledramaturgia.

Por outro lado, “Carcereiros” perde fôlego ao enfocar o drama pessoal de Adriano (Rodrigo Lombardi) que vive um romance com a presidiária Erika (Letícia Sabatella). O agente penitenciário enfrenta o outro lado da moeda ao encarar os dilemas das pessoas que visitam os presos, dentre as quais a humilhação da revista. Porém, o melodrama do personagem não combina com o tom realista da produção.

Mesmo com tal observação, “Carcereiros” é uma série de destaque na TV Globo.

Fabio Maksymczuk